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Laços de sangue...

Ontem, tirei algumas fotos do baú.
As que vi em maior número mostravam laços de sangue.  Intemporais.
E confirmei que a nossa melhor obra foi esta: tê-los tornado irmãos. 

Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.  Com os irmãos, ao contrário do que acontece com todas as outras pessoas, também não precisamos de falar: basta estar. Se falarmos e rirmos uns com os outros, melhor, é uma espécie de bónus; se discutirmos, melhor ainda: quer dizer que podemos, quer dizer que somos tão irmãos que até podemos discutir violentamente e continuar a ser irmãos. Até ao fim. (Inês Teotónio Pereira) 





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Após a renovação, maioritariamente exterior, que imprimimos às nossas vidas em 2015 - com tantas mudanças, jesus! - queremos agora alcançar uma renovação mais interior e que nos leve a poder fruir melhor o presente.  É pois desejo de ano novo, mas também voto de celebração após 24 anos de casamento (a 4 de janeiro num dia de muita luz, perto do mar de Cascais...): Recomeçar a viagem que fazemos juntos.   partir do mesmo lugar, onde regressamos sempre. começar dentro do nosso porto de abrigo, doce, seguro, intocável. o lugar onde residem os abraços, as promessas e os silêncios, as certezas e a esperança.  não vão ser só coisas boas, não vão ser só dias de sol. mas partir com a vantagem de nos termos um ao outro, de confiar na força que nos juntou num lugar improvável, de olharmos para o que somos e sentirmos paz nas nossas escolhas, é tudo quanto nos basta para acreditar que este será um ano bonito.