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there's always something left to love...

Queria escrever sobre tantas coisas: as partidas e as chegadas, os recomeços e os pontos finais, as rotinas e os imprevistos, os pensamentos bons e os lunares, os momentos de desânimo e os de força renovada... Tanto acontece todos os dias e há sempre algo para refletir, viver e desejar.

Agosto passou quente e azul, mas comprido, porque trabalhámos os três e o Duarte ficou em casa.   Mesmo assim ainda aproveitámos o mar, o sol e a luz bonita deste céu inigualável.   

Vieram os dias de setembro, já mais pequenos e com o regresso deles à Escola e à Universidade.

Agora ouvimos falar de gente que não se importa, de outra gente que parece envolver-se demais e já (quase) não conhecemos ninguém sem posições extremadas. 

Sei que educamos os nossos filhos para o bem e envolvemo-nos com princípios e causas, mas não nos arrebatamos demasiado em conceitos.  Acreditamos mais em ações.  E também em ponderação, "sense and sensibility".

Agradecemos o amor, sempre o amor, aquele que damos (e recebemos) entre nós e aquele que enviamos sob a forma de telefonema ou mensagem para os que estão mais longe.

É verdade que a luminosidade já se recolhe mais cedo, mas o sol manté-se quente. Assim como o nosso coração e a nossa vontade de afetos.  

Apesar das dúvidas que temos em relação ao que vemos e, por vezes, ao que sentimos, sabemos que entre o que leva e o que traz a vida sabe o que faz.

Por isso vamos continuar a ser.   
E a acreditar que do solstício ao equinócio, estaremos aqui.  Juntos.


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