Gosto da magia desta parte da cidade.
Gosto das ruas que se construíram com o passar do tempo, ao ritmo das vidas e
costumes de quem as habita. Gosto dos detalhes que contam histórias de gente comum e genuína. Gosto da diversidade dos mundos das pessoas da beira-rio. Gosto do encontro entre as casas velhas e desbotadas e a avenida ribeirinha. É aqui mesmo que a cidade encontra o rio. E é um encontro que lhe fica bem.
No dia 4 de janeiro de 1992 dissemos: "sim, aceito." E "prometo amar-te, respeitar-te, ser-te fiel, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença..." Continuamos a ser cumpridores desta promessa. Fazemos planos, partilhamos silêncios, músicas, ideias, sonhos, problemas, contas, alegrias, tristezas, dias maravilhosos e outros tantos cinzentos... e sentimos um orgulho bonito por tudo o que construímos juntos. Temos conseguido recomeçar e reinventar o nosso amor, mesmo nos momentos mais difíceis. O amor carece de paciência. E de tempo. No nosso caso, o amor é já a amizade sublimada, depurada, envelhecida como um bom vinho. Após 29 anos de casamento, continuamos a ter no afeto o oxigénio de cada um dos nossos dias. Acreditamos que amar é também envelhecermos juntos. Repetimos muitas vezes que podia ser bem mais fácil, mas não seria melhor. Somos a morada um do outro. E estamos preparados para mais 29!
Eh pá! O D. Duarte tem queda para a fotografia!
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