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devo confessar...



... que as coisas não estão fáceis.

Sinto ansiedade e incerteza. Às vezes cansaço profundo. 
Custa-me cada vez mais ter de aceitar aquilo que acho que não mereço.  
E isto de se treinar o desapego é uma treta.  Magoa quase sempre.

Devo confessar que vou continuando e que ainda me dou. Mas percebo agora que nunca pertenci. 
Quando as paixões ou os amores não são correspondidos, é preciso ir. Mas magoa quase sempre.
 

Devo confessar...que isto não tem nada de fácil. E que há dias perdidos entre cá e lá. 


Comentários

  1. Pois é.
    As coisas não são fáceis. Não são.
    Vem a incompreensão dos que ficam, dos que não entendem o voo das aves.
    Vem a ansiedade da partida,
    a dúvida de saber se o caminho que encetamos é seguro,
    se a teia que tecemos será forte para os filhos.
    Vem a incerteza da chegada,
    O receio de ser tarde para novos enleios,
    Para outros rasgares de coração.
    Pois cansa.
    Mas… ah!
    O cheiro da estrada por trilhar,
    A alegria do reencontro dos companheiros
    na caminhada diária,
    o deslumbre do sol mais brilhante sobre o mar,
    o gosto dos novos sabores sobre a mesa,
    o lençol branco num leito novo,
    a plenitude do desafio
    de mais um jogo que nos propomos ganhar.
    Vou partir. É a hora.

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  2. Não te preocupes que estarei sempre à tua espera. Depois tudo saberá melhor. Luis

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  3. Karl GRANDE Marx:
    olhei-te de longe
    e mirei-te de perto
    que quem não vê caras
    não vê corações
    com um brilhozinho nos olhos
    guardei um amigo
    que é coisa que vale milhões.

    Obrigada por estares sempre por perto.


    Luís GRANDE Monteiro:
    Viver a constância de amar é reconfortante e fortalece todos os dias.
    Saber que já encontrámos o nosso caminho. Apesar de haver dias em que nos perdemos. Depois tudo saberá melhor. Dina

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