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Na Lisboa que amanhece...

A chegada a Lisboa revela-nos o que já intuíamos: é bom ir mais a norte, mas esta terra- capital dá-nos um sentimento de pertença. Afinal, foram muitos os anos que aqui passámos, foi aqui que a Inês nasceu, é aqui que regressamos pelo menos duas ou três vezes por ano. Em agosto, Lisboa é agora novidade. Com hordas de gente como no Porto. Poderia ser mais "nossa" portanto, mas não iria ser melhor.


Ficámos bem no coração lisboeta, na Avenida Almirante Reis. O Jardim da Tessa  alojou-nos durante três noites. Os anfitriões da Tessa são do melhor, mas este Jardim já conheceu melhores dias... Tem contudo, um "je ne sais quoi" de mistério e uma aura vagamente poética.


"Andarilhar" foi, de novo, um verbo que praticámos. Primeiro até ao Martim Moniz de outras culturas, com massalas e kebabs dentro, mas também com comidas confeccionadas com erva (!) e picapau brasileiro. :) 

No dia seguinte, rumámos aos Restauradores, Rua Augusta, Cais das Colunas, Cais do Sodré, Rua do Alecrim, Chiado, Trindade e, claro, tivemos depois "food for our souls", no NOOD.


Ainda deu para curtir de novo o comboio até Belém, visitar o Centro Cultural, andar pelos Jerónimos e depois regressar ao Tejo, com salpicos de ondas e tudo!

Entre o rebuliço dos turistas e o calor abrasador, foi um redescobrir de emoções naquelas ruelas de indianos, paquistaneses, chineses, italianos, espanhóis... 
Caminhos de gente, cheiros, vozes, comidas... e copos de vinho branco!:)  


Seis dias, três pessoas, três mochilas. Uma aventura com uma carga ligeira de pertences, mas com uma grande carga de descobertas. 



Pode até ser por poucos dias, mas naquele tempo aquela é a nossa casa. Afinal, não há (ali) outra.














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