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Mensagens

fragmentos da banda sonora da vida...

Os dias têm sido feitos de emoções contraditórias. O trabalho com pessoas em situações difíceis... que fazemos por ajudar. Os filhos a alterarem os seus paradigmas.  E nós forçados a mudar os nossos. O regresso do frio e a falta de sol.  O tempo que passa e não dá tréguas.  As pequenas aflições do quotidiano. Aqueles momentos de sentidos (e sentimentos) imensamente despertos.   Os instantes, às vezes dolorosos, que não vêm até nós por acaso. Depois, também há coisas (aparentemente) sem importância que nos reconciliam com a vida. Uma boa conversa. Um copo de vinho ao final da tarde.  Ir para a cama sem despertador.  A aula de zumba.  Rirmos sem sentido aparente.  O aroma do chá acabado de fazer. Uma música que apetece cantar. Uma declaração de amor.  Andar (ainda) de mão dada na rua. Um verdadeiro e prolongado abraço.  Nestes dias, esta podia ser parte da lista dos meus desejos:   Agirmos como se fôssemos tod...

Nobre é o povo...

A convite da Ana C. Lopes fui ao Museu na sexta-feira à noite assistir a VIDEO LUCEM - Heróis do Mar, apresentação de um filme de 1949 cujo som se perdeu... Agora a sonoplastia foi sabiamente encontrada, dita e cantada pela actriz Flávia Gusmão e pela sonoplasta Madalena Manzoni Palmeirim com a participação de mais de 80 portimonenses, incluindo pessoas do teatro e da música. Muito interessante ver tanta gente envolvida num projeto que recorda dores antigas... a partida para a pesca do bacalhau é "apenas" uma dessas dores. Também aqui se pode perceber as portas que abril abriu. Foram duas horas em que, a cada cena, me senti interpelada e, por vezes, emocionada. A cultura também tem o dever de "provocar" e de "sair da caixa". Em Portimão e arredores há cada vez mais oferta cultural e, muitas vezes, com custos reduzidos. Só é preciso é estarmos atentos e sairmos de casa. Como aconteceu também no sábado à noite, com o concerto pela Orquestra C...

Vai que tu consegues!

Podíamos ter ficado a preguiçar que é algo que apetece fazer aos domingos. Já no sábado tinhamos ido a Alvor e andado no passadiço. Mas um fim de semana assim, cheio de sol e a apelar à ida lá para fora, moveu-nos ainda mais para atividades outdoor. Ao sábado, Alvor cheira a ria e a peixe, há gente de todas as idades e nacionalidades e o mar ali ao pé, abençoa qualquer passeio. Hoje, domingo, saimos de casa às oito e meia rumo ao Parque da Mina a caminho de Monchique. A Cidade Europeia do Desporto, o espírito do grupo  vai que tu consegues  a ajuda aos Bombeiros, foram motivos fortes para caminhar e correr. Viva o movimento e lá vamos nós!  Os meus amores e eu, no meio de tantas pessoas (que bom!) a exercitar por uma causa, melhor, várias causas!   Foram 9,5 kms para o Duarte e para mim, com muitas subidas e descidas (é serra, pois!) com os gémeos e os pulmões a colocar-se à prova!  A paisagem serrana ainda escura e queimada, mas outra parte ...

Encha o peito de ar...

Comecei ontem a leitura deste livro que andava para ler há mais de um ano. O Luís ofereceu-mo agora, no dia dos meus anos, e eu sei que vai ser uma leitura muito boa, mas um pouco dolorosa.  Como se Pedro fizesse parte da família, como se tivesse crescido comigo, como se o conhecesse de perto.  Foi o que senti quando escrevi:  eu triste me confesso . O Pedro Rolo Duarte fez tantas coisas boas: revistas, jornais, rádio, televisão, livros, blogue.  Foi-se embora tão cedo.  Vá-se lá entender  porquê, mesmo sem o conhecer pessoalmente, sinto que ficou um grande vazio.  E que foi realmente alguém que fez falta.  Faz falta. "Há sempre coisas que ficam por dizer.  São elas  que nos fazem voltar às pessoas, aos lugares e às ideias de que gostamos.  Não ficassem coisas por dizer, talvez este livro não existisse.  Existe.  Está aqui.  Várias páginas cheias de palavras do meu pai.  São as melhores palavras do mundo...

dos luares de janeiro...

  Entre a terra e os astros, flor intensa, Nascida do silêncio, a lua cheia Dá vertigens ao mar e azula a areia, E a terra segue-a em êxtases suspensa. Sophia de Mello Breyner Andresen | "Dia do mar"  

a 4 de janeiro, para lá das bodas de prata... :)

Nem todos os dias são fantásticos.  Nem todos os dias têm luz e brilho. Nem todos os dias nos sentimos com energia e força.   Não inventamos que as 365 jornadas de cada ano, destes vinte e sete anos, são de harmonia constante.  Não fazemos apostas de tolerância e entendimento permanente ou total.  Mas continuamos a manter o nosso pacto de vida e amor.  Temos sido sempre fiéis a este pacto.  E continuamos a ter no afeto o oxigénio de cada um dos nossos dias. Gosto de ti   por seres morada e estrada. por seres abraço que cura e mão que segura. por seres base, suporte, sentido e energia forte.  Gosto de ti assim.  E estou preparada para mais 27!             

adeus novembro, até depois!

começámos novembro com receios e tristeza.  a minha mãe foi, inesperadamente, operada duas vezes. permaneceu no hospital durante todo o mês.  seguem-se dias ainda difíceis, mas (acreditamos) o pior já passou.  a minha irmã prosseguiu os tratamentos, que parecem intermináveis, mas que vão chegar ao fim. no trabalho, repetiram-se complexidades e (ainda) maior número de afazeres. o Duarte encheu-nos os dias com tarefas (e emoções) que tivemos de acompanhar.  a Inês, mesmo longe, preencheu-nos os pensamentos.  percebo que o cordão umbilical é um  fio que não se corta.  confirmo que o elo que nos une fica para sempre.  por vezes o coração dói, sim.   acima de tudo a família.  e acreditar no  Amor, que é uma equação de variáveis infinitas.